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29 setembro 2014

[Resenha 23] A Senhora do Jogo - Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe



A Senhora do Jogo // Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe // Record // 461 páginas // Compare Preços //  ISBN: 978.85.01.08851.2

Ei pessoal, empolgada me define neste momento hahahah, primeira resenha que vou fazer de um livro do meu autor favorito da vida ... Sidney Sheldon, já estou quase acabando de ler todos os livros do autor, acho que faltam 5, mas pretendo reler meus favoritos .. Se Houver Amanhã, A Ira Dos Anjos e Conte-me seus sonhos, quanto mistério e quanta inteligência p um autor só né minha gente? Fora o tanto de países que eu "visitei" dentro da minha casa lendo estas páginas. Incrível e apaixonante!

A Trama

A Senhora do Jogo é a continuação do livro o Reverso da Medalha, o fato de eu ter lido o primeiro livro há uns dois anos atrás não atrapalhou a leitura, os personagens mais marcantes ficaram gravados na minha mente, (cá p nós, quem esquece as personagens audaciosas de SS?) 
Kate Blackwel, chega ao fim da vida e deixa seu império e maior amor, a mega multinacional Kuger Brent por conta de seu herdeiro Robert, filho de Alex e Peter, porém a família não contava com grandes tragédias que o destino preparava. 
Alex e Eve eram irmãs gêmeas, ambas netas de Kate B, porém só a primeira era dona de uma beleza fantástica, a outra teve o rosto desfigurado pelo marido cirurgião plástico louco de ciúmes, tornando-a  mais cruel e vingativa, a mãe das duas morre ao dar a luz e o mesmo triste destino teve sua filha Alex, que não conseguiu sobreviver ao nascimento de Lexi Templeton, já a irmã Eve, teve uma gravidez tranquila e trouxe ao mundo Max Webster.
Peter se viu sozinho com duas crianças para criar e um grande legado que era a Kruguer Brent para administrar e acabou perdendo a cabeça, seu filho Robert descobriu-se homossexual e perdido nas drogas, Lexi uma criança doce porém dona de uma personalidade forte e ambiciosa, era uma verdadeira mistura de Alex sua mãe e Kate sua bisavó.
Eve criava seu filho Max com valores totalmente distorcidos da realidade, ainda na infância o garoto já era maldoso e vingativo e só tinha olhos para sua única heroína da vida, sua mãe, que o ensinou apenas a querer a presidência da Kruguer Brent a qualquer custo.
Até atingirem a vida adulta e sentirem uma grande atração um pelo outro, muitas coisas aconteceram na vida de Max e Lexi, porém os dois tinham a mesma ambição, a presidência da Kruguer Brent.
Robert enfim conseguiu se desvincular das drogas e foi seguir a carreira de pianista, alegando que a Kruguer Brent não tinha nada a acrescentar em sua vida além de grandes tristezas (concordo com cada linha).
O desenrolar da história é fantástico, muitos acontecimentos acarretam mortes, perdas, triunfo, tudo misturado e bem contado nesta saga continuada de Sidney Sheldon, Lexi tem uma personalidade forte e não está disposta a ceder seu lugar para seu primo Max, que movido pela sede de vingança da sua mãe, planeja a queda de Lexi para sua própria ascensão.


"Agora ela viu que era apenas uma fantasia. A dor sempre estaria ali. Sempre. Nunca teria Fim. Não nesta vida. Só vingança."

Os Personagens

Eu sou fã de Sidney Sheldon por diversos motivos, mas a forma que ele cria suas personagens mulheres com uma personalidade singular me cativa!
A Lexi foi uma criança doce, e desde pequena já tinha indícios da personalidade de sua bisavó, porém em algumas partes do livro tinha características de sua mãe, com um bom coração, adorei a personagem e tinha alguns momentos que ela me irritava um pouco por uma certa ingenuidade que uma mulher  como ela não deveria ter e uma certa ganância desmedida de poder. Odiei Max e sua familia desde o início, impossível gostar, é um inimigo totalmente cruel, Gabe Macgregor também entra nessa história e no meu coração, deu p rir r chorar com Gabe, teve uma história sofrida mas deu aquela volta por cima que a gente fica aqui do outro lado do livro vibrando!
Teve também o irmão de Lexi, o Robert, que apareceu muito no começo da história e depois sumiu, achei uma pena pq adorei ele, o pai dos dois p mim foi um banana completo, deixou se levar pela depressão, tá certo que perdas são perdas e são terríveis, mas a vida continua e existem outras pessoas além de vc e quem vc perdeu, os quais não podemos desampará-los e simplesmente nos entregar. Os personagens mais marcantes foram estes, mas tem uma infinidades de outras pessoas que aparecem no livro e nos cativa ou deixa nosso ódio pulsar de alguma forma!



"Para ela, tudo é um jogo. Só o que importava era ganhar, dane-se a verdade."

Diagramação, capa e escrita

A capa é simples, bonita e objetiva, de todas as edições que conheço, gosto mais desta, o nome do autor Sidney Sheldon está em alto relevo recebendo o destaque que merece (sim sou fã e leria até a lista de compras de supermercado do Sidney Sheldon =) hahahah), as páginas são brancas e eu não gosto, e a fonte tem o tamanho ideal.


"Não me faça perguntas e não lhe conto mentiras"

Conclusão

A resenha está enorme e não tem como ser diferente, a leitura é rica em detalhes tem inúmeros pedaços de histórias fantásticas, em poucas páginas Sidney consegue transformar todo nosso universo, muda o sentido do livro, dos personagens e quando você vê já tá todo mundo crescido e as coisas acontecendo a todo vapor. O livro me prendeu do começo ao fim, em todas as páginas tem emoções de sobra, acho que teve de tudo na medida certa, romance, ação, personagem inesquecível, abuso sexual, homossexualidade, a má educação de Max pela mãe tornando-o um adulto terrível, todos estes assuntos inseridos num contexto eletrizante. O final como a maioria se não todos os livros de Sheldon deixa um gostinho de quero mais no ar, você vira a última página e solta um:
-Uai?! Como assim, acabou?

Espero que gostem e que Sheldon seja p vocês como é p mim, nunca me decepciona ;)




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