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16 setembro 2014

[Resenha 21] Garota, Interrompida - Susanna Kaysen



Garota, Interrompida // Susanna Kaysen // Única // 189 páginas // Compare Preços //  ISBN: 978.85.67028.15.6

Li este livro bem rapidinho, mas a história fugiu as minhas expectativas =/

A Trama

Garota Interrompida é um livro auto biográfico escrito por Susanna que foi internada em um hospital psiquiátrico em 1967 com 18 anos após um episódio de tentativa de suicídio. Ela ingeriu 50 aspirinas foi socorrida a tempo de salvar sua vida e o diagnóstico para a internação foi de "transtorno de personalidade limítrofe".
O médico diz a Susanna que ela precisava ir para este hospital descansar por 5 dias, mas seu tempo acabou durando 2 anos, o dia-a-dia de mulheres assim como Susanna diagnosticadas por algum tipo de problema mental é contado neste livro de maneira sucinta e direta, tudo que Susanna passou no hospital, a convivência com mais mulheres que da mesma forma que ela atentaram com sua própria vida, por não conseguir suportar a brutalidade da vida real.
Susanna transcorre sobre seus dias no hospital, em meio a outras pacientes, enfermeiras e analistas, os capítulos são bem pequenos e da para capitar facilmente a insanidade da personagem em várias partes do livro.
Detalhes do antes - durante e depois do "diagnóstico da loucura" são contados por Susanna onde percebemos o peso que pequenos detalhes da vida trouxe p ela. Também percebemos o quanto é difícil os dias no hospital, os métodos já utilizados para a possível "cura", e os dramas vividos por suas "amigas" que tinham casos até mais graves que o de Susanna.

"Não prestei atenção, ele vivia em um mundo onde o futuro existia. Eu não."

Os personagens

A única personagem que aparece mais é a Susanna, a principal, porém a leitura é muito superficial, sem rodeios, fica um buraco entre a gente e a personagem, que no caso é a própria autora da história.



"Assim eram as pessoas que nos guardavam. Quanto as que resgatavam ... bem, cabia a cada uma de nós o próprio resgate"

Diagramação, capa e escrita

A capa do livro é até bonita, mas eu não achei que tinha muita relação com a história do livro não, este rosa quebrou toda a tensão que eu senti lendo o livro, o título é ideal par a história, mas a capa eu não curti, é como se a vida dela tivesse sido um mar de rosas antes e depois da internação, e pelo que eu li não foi tão assim. Eu comprei uma edição econômica e as páginas vieram brancas, não sei se na edição original é assim, mas páginas brancas são ruins de ler.

"É claro que eu estava triste e confusa. Tinha 18 anos, estávamos na primavera e eu ali, atrás das grades"

Conclusão

Particularmente não gostei do livro, livros que fogem de detalhes me incomodam um pouco, e Susanna escreveu este livro sem maiores rodeios, foi direto ao ponto, o que me deu a impressão de uma história superficial, eu queria saber mais, os capítulos são minúsculos e as vezes eu caia no tédio lendo, quando percebia tinha que ler o capítulo todo outra vez pois não tinha prestado atenção. Por outro lado sou fã de autobiografias, sempre tem um ponto para nos ensinar algo mais, sempre da p achar uma lição de vida, e esse episódio da vida de Susanna não foi fácil, doenças mentais são complicadas e no livro da para perceber o grau desta doença em vários níveis. E hoje pode ser até comum a dificuldade de certos adolescentes, jovens, até mesmo adultos digerir a nossa realidade e acabam se rendendo a insanidade. Também achei legal o fato de ter os relatórios médicos ilustrando o livro.

"Em um estranho sentido éramos livres, Tínhamos chegado ao fim da linha. Não tínhamos mais nada a perder. Nossa privacidade, nossa liberdade, nossa dignidade: tudo isso tinha acabado. Estávamos despidas até o osso."





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