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22 setembro 2014

[Resenha 22] Cartas de Amor aos Mortos - Ava Dellaira


Cartas de Amor aos Mortos // Ava Dellaria // Seguinte // 337 páginas // Compare Preços //  ISBN: 978.85.65765.41.1

Ei gente!

Hoje é dia de resenha aqui no blog, e eu escolhi um livro que há tempos eu estava mega curiosa p ler, é o Cartas de amor aos Mortos, e já adianto que amei o livro =))

A Trama

Com a recente perda da irmã May, Laurel se vê perdida na vida sem a irmã para protegê-la. Em uma aula de inglês, a professora passa uma tarefa para que os alunos escrevam uma carta para alguém que já morreu, nesta lição Laurel descobre uma maneira de exteriorizar todos acontecimentos turbulentos que vem tumultuando sua cabeça, sem a mínima intenção de entregar a lição, Laurel escreve inúmeras cartas para personalidades como Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger todos já mortos, com histórias tristes de vida, porém refúgio para Laurel tentar contar a sua história triste.
O livro é totalmente escrito assim, através de cartas onde Laurel nos conta os acontecimentos de sua vida.
Laurel é uma menina doce e muito fechada, sem a devida convivência com a mãe. Laurel ora está com sua tia ora com seu pai, que também transparece uma certa dificuldade para lidar com toda a situação da sua vida.
Lendo as cartas de Laurel, percebemos uma certa crise de identidade, May era onde LAurel se espelhava, May era o refúgio e proteção de Laurel, e tudo aconteceu de uma forma que ia além da compreensão de LAurel, que na maioria das vezes se culpava por tudo que ela vivia.
Nesta transição de se encontrar e tentar superar a perda da irmã, LAurel também vai ter que aprender a lidar com seu primeiro amor, novas amizades, o fato de viver distante de sua mãe, e o triste peso de viver sem sua irmã.



"A verdade é bela, não importa qual seja. Mesmo que seja assustadora ou má. É a beleza simplesmente porque é verdade. E a verdade é radiante. A verdade nos faz ser nós mesmos. E eu quero ser eu."

Os Personagens

Laurel é um doce de menina e vive um verdadeiro drama com a perda de sua irmã mais velha, o que me tocou profundamente, não é fácil perder alguém que amamos, ainda mais alguém tão próximo e com toda vida p viver, este tipo de livro me choca e me deixa triste, me faz querer abraçar e consolar todos aqueles que sofrem coma perda, este foi meu sentimento para com Laurel, os outros personagens foram passíveis para mim, apareceram pouco e fizeram seu papel no livro na medida como as amizade e o namorado de Laurel, a única pessoa que me incomodou muito foi a mãe de LAurel, que tipo de mãe é essa que prefere viver sua dor sozinha e deixa desamparada a única filha que restou? Não gostei da atitude dela, E quanto a May, nos a conhecemos na visão amorosa da irmã, fiquei um pouco confusa com a história de May e penso que o tempo todo ela teve atitudes imaturas.


 "Quando uma coisa muito ruim acontece, a segunda pior coisa são as pessoas sentindo pena de você."

Diagramação, capa e escrita

Até agora a capa deste livro foi eleita a mais  linda do ano p mim =) hahaha totalmente coerente com a história do livro. Diagramação também nota 10, a edição foi caprichadíssima, as primeiras páginas são tão lindas que eu voltava lá só p poder ficar olhando!



""Nirvana" significa liberdade. Liberdade do sofrimento. Acho que algumas pessoas diriam que a morte é exatamente isso. Então, parabéns por estar livre, acho. O resto de nós ainda está aqui, agarrado aos cacos "

Conclusão

O livro me encantou, pouco me emocionou, mas fiquei triste compartilhando dos sentimentos de Laurel e tudo que ela sofreu, por pouco não seria um de meus favoritos, mas o fato de como a história toda se resolveu ficou pouco sem sentido p mim, foi muito rápido para ela superar da forma que foi, e todo o mistério que nos deixa quase o livro todo curiosos não ficou claro p mim, não sei se foi essa a intenção da autora de deixar no ar, mas como um todo a história foi bem contada e as partes em que a Laurel conversava com os famosos mortos sobre o sucesso e o trágico fim de suas vidas fez um paralelo sensacional com a vida dela e de May, e eu adorava saber um pouco mais sobre aqueles famosos, sempre que Laurel citava uma música, filme, eu ia correndo escutar e pesquisar, ficava ouvindo junto com ela as músicas citadas no livro, me envolvi totalmente com a leitura.


"Mas precisava descobrir que também sou alguém, e agora posso levar você, seu coração com o meu, aonde quer que eu vá!"





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